Quem somos


Dayz Peixoto Fonseca

Foto de Dayz Peixoto Fonseca

Pesquisa, texto, organização, webdesign
Nasceu em Miguelópolis (SP), vive em Campinas desde 1956.
Formada em Filosofia pela PUCC de Campinas (1964). Posteriormente fez o curso de Orientação Educacional em nível de pós-graduação, função que exerceu durante alguns anos no ensino municipal, tornando-se, posteriormente, Supervisora de Ensino, cargo em que se aposentou em 1987.

Dedica-se à arte e à cultura há exatos 40 anos.

Foi crítica de Cinema do Diário do Povo de Campinas, de 1965 a 1970. Participou da fundação do Cine-Clube Universitário de Campinas em 1965. Realizou o curta-metragem em 16mm, "Um Pedreiro" (1966) que participou do Festival do Jornal do Brasil (RJ) daquele ano. Ele recebeu o prêmio de Melhor Filme Brasileiro no Festival Latino-Americano realizado pelo Foto-Cine-Clube Bandeirantes de São Paulo em 1968. Recebeu, também, o prêmio Governador do Estado de São Paulo, na categoria de Cineasta Amador, em 1969.

Em 1978, foi destacada para participar da implantação do Museu da Imagem e do Som de Campinas, órgão da Prefeitura Municipal. Além de dar as linhas conceituais desse novo órgão da Secretaria de Cultura, realizou diversos trabalhos na área da pesquisa e preservação da memória cultural. Tais como: "Projeto Vanguarda/ Pesquisa Histórica sobre o Grupo Vanguarda de Campinas (1981); "História do Cinema Campineiro dos Anos 20 ao Atual" (1982/1985) e "Campinas por seus Historiadores" (1985/86). Ainda, no MIS, foi responsável pelo programa "Cinema de Arte", com exibição de filmes no Cine-Teatro Castro Mendes, de 1978 a 1985 e criação da Sala Glauber Rocha.

De 1988/1990 organizou exposições de artes plásticas para a Aliança Francesa de Campinas.

De 1992/97, desenvolveu, com outros membros da Diretoria, importante projeto de revitalização da sede e dos acervos do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas, primeiro, como vice-presidente, depois como Presidente da entidade, por duas gestões. Aí, no ano do centenário de morte do Maestro Antônio Carlos Gomes (1996), contando com apoio da FAPESP, desenvolveu a modernização do Museu Carlos Gomes, órgão de referida instituição.

Em 1999, realizando várias exposições de fotografias de sua autoria, acabou por embrenhar-se no histórico da fotografia em Campinas. Criou, então, o projeto "A Fotografia em Campinas Busca uma História", que deveria se constituir em significativa exposição e catálogo. Por diversas circunstâncias, o projeto, que chegou a ser aprovado pelo MIN-C/Lei Rouanet,  não se realizou, mas a idéia de trabalhar o assunto permaneceu. Seu tema de abertura era justamente dedicado ao inventor, Hércules Florence, objeto deste "site".


Teresa Cristina Florence

Foto de Teresa Cristina Florence

Consultora
"Tenho o maior carinho pelo meu "vovô" Hércules. Guardo seus manuscritos com estima e respeito, abrindo-os aos pesquisadores para divulgarem a importante história que trazem"

À benção,vovô Hércules

Nasci em Araçatuba, S. Paulo, e aos quatro anos fui morar na cidade de São Paulo, onde segui com meus estudos. Em 1964, eu me formei na Escola Paulista de Belas Artes - Luz, cujo prédio é hoje ocupado pela Pinacoteca do Estado de São Paulo. Minha opção foi pela pintura, seguindo um pouco os passos de meu trisavô Hércules Florence.

Entretanto, minha carreira profissional esteve sempre dividida entre as artes e as letras. Afinal, sou artista plástica e professora de inglês, com especialização em Cultura Americana pela Universidade de Gainsville, Flórida e proficiência em inglês pela Universidade de Michigan, USA.

Mudei-me para o Rio de Janeiro em 1968. Em 1972 vim morar em Campinas, São Paulo, onde fixei residência definitivamente. Nessa cidade, minha dedicação ao óleo foi completa, tanto na produção artística, quanto nas aulas de pintura.

Como descendente de Hércules Florence, passei toda a minha infância, adolescência e maturidade cercada pelos acontecimentos ocorridos durante toda sua vida. Aliás, convivi bastante, na minha meninice, com tio Paulo (o filho mais novo de Hércules) em sua casa, uma chácara na Vila Pompéia. As histórias e lembranças de meu pai, Arnaldo Machado Florence, as quais vinham à tona pelas longas conversas com tio Chiquinho, Francisco Álvares Machado e Vasconcelos Florence, eram para mim grande entretenimento e fonte de conhecimento dos feitos familiares. Assim, com a curiosidade cada vez mais aguçada, fui me inteirando cada vez mais sobre aquele meu trisavô, cuja vida foi tão extraordinariamente dedicada às pesquisas científicas que tanto bem causaram à nossa posteridade.

Não é de se admirar que papai tenha dedicado 50 anos de sua vida em prol da divulgação da descoberta da fotografia, da criação do próprio nome cunhado por Hércules e de todas as demais invenções feitas por meu grande antepassado. Sua primeira conferência a respeito do inventor da fotografia foi em 1948.

Papai e tio Chiquinho foram incansáveis divulgadores da vida e da obra desse francês fundador de nossa família no Brasil, pois veio a se casar na Vila de São Carlos, hoje Campinas, com Maria Angélica, filha de Álvares Machado, cirurgião mor e importante político de toda a região. Ambos, papai e tio Chiquinho, eram os grandes apaixonados por tudo o que dizia respeito a seu ilustre avô, um gênio inventivo, dotado de uma mente poliédrica, tais as áreas em que pesquisou e criou. No entanto, distante de sua pátria, França, e do centro de toda atividade cultural da Europa, Hercules Florence se considerava um inventor no exílio, dadas às dificuldades que encontrava aqui no Brasil para desenvolver completamente suas pesquisas. Pela convivência quase que diária com sua história, sua arte, suas grandes invenções, assim como com suas enormes desilusões e seu sofrimento pelo não reconhecimento, na época, do valor de todo o seu trabalho, sinto como se "vovô Hércules" tivesse vivido realmente, enquanto eu crescia, tivesse freqüentado minha casa e participado de todas as inesquecíveis conversas de família com papai e tio Chiquinho, enquanto desfrutavam de um bom café e biscoitinhos...

Com o falecimento de meu pai, em 1987, toda a documentação concernente aos seus diários, à descoberta da fotografia e às demais invenções vieram a mim por herança. Sou sua fiel guardiã e por ela me sinto responsável.

ADENDO

Sinto-me no dever de expor o desaparecimento (em 1989) de certos documentos que se encontravam em minha casa, como sempre, e que por ironia do destino de lá foram levados. Esse fato foi devidamente documentado por meio de um B.O. São os originais de Hércules Florence: desenhos dos esquemas da máquina Fotográfica, da máquina da Poligrafia, Diploma da Maçonaria e fotografias dos rótulos de garrafa e do diploma de maçonaria, sobre o qual Hércules Florence escreveu seu lamento sobre a descoberta de Daguerre reconhecida antes da sua. Se alguém souber do paradeiro desses documentos históricos  sobre a invenção da fotografia no Brasil, solicito entrar em contato comigo através deste site.